Um dia na Ericeira

By Nuno Dias | Dezembro, 30, 2011 | 0 comments

Terça-feira à noite recebi um telefonema do Paulinho Costa a convidar-me para ir passar a noite na Ericeira e no dia seguinte ir fotografar. Aceitei e nessa mesma noite, veio-me buscar e lá arráncamos para a Ericeira. As previsões não eram lá muito boas, mas também não eram más, ou seja podiamos ter sorte e apanhar boas ondas ou ter azar e apanhar más ondas…

Acordámos por volta das 6:30 am, pois queríamos aproveitar ao máximo a maré cheia, e fomos ver a praia da empa. Reparámos que a maré já tinha vazado de mais, e fomos para um spot de difícil acesso que não é muito comum, pelo menos o percurso que fizemos até lá chegar: fizemos uma caminhada de cerca de 30 minutos, onde atravessámos vários montes de pedras soltas, algumas bastante escorregadias, duas praias, tudo isto com todo o nosso material às costas o que nos dificultava mais ainda. Pelo caminho descobrimos uma onda nova, que me pareceu surfável, tinha muito bom aspecto, mas também tinha de ser bastante rasa. Como a maré ainda estava a vazar, fomos para um pico uns metros mais à frente, que era uma direita longe da costa, onde quebravam sets de um metro, um pouco inconsistente. Vestimo-nos num instante, preparei a caixa estanque e fomos os 6 a nadar até ao pico. Em relação à onda, acho que tem um bom potencial, não estava clássico, mas vinham ondas muito boas, todos eles treinaram a sua linha dentro dos tubos e para isso tinham um dos melhores tuberiders portugueses para os ensinar, Paulinho Costa, que fez um tubo desde o pico até ao inside sempre lá dentro e depois quando olho para a zona de inside sai da onda com um grande sorriso. A melhor parte da manhã acho que foi mesmo termos surfado completamente sozinhos, consegui tirar boas fotografias ( as melhores vão ser enviadas para as revistas ) que também era basicamente o que pretendia nesta manhã. Depois de sairmos o vento norte começou a entrar, e a estragar as ondas e fizemos novamente todo aquele caminho.

Na parte da tarde fomos até à Crazy left, o mar estava com cerca de um metro, com o vento norte a soprar bastante forte o que destruia a onda. Mesmo assim acho que foi a melhor opção, estávamos novamente sozinhos no pico e de vez em quando entravam uns sets bons.

No final do dia estávamos completamente de rastos por todas as caminhadas, quedas, remadas, mas que no final compensou o esforço!

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